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O artigo “Entre a interiorização e a territorialização: limites da regionalização do financiamento cultural no Estado do Rio de Janeiro”, de Marjorie Botelho, analisa os desafios da distribuição territorial dos recursos públicos da cultura e as desigualdades que ainda marcam o acesso às políticas de fomento no estado.


O texto reconhece a importância da interiorização dos investimentos, especialmente diante da histórica concentração de recursos na capital. No entanto, mostra que destinar recursos para o interior não significa, necessariamente, garantir que eles cheguem aos pequenos municípios, distritos, comunidades rurais e povos tradicionais.


A autora chama atenção para as diferenças existentes entre os municípios reunidos nos mesmos agrupamentos regionais. Cidades com populações, estruturas administrativas, níveis de arrecadação e condições de participação muito distintas acabam disputando os mesmos recursos, o que pode reproduzir desigualdades dentro do próprio interior.


Como caminho, o artigo propõe combinar critérios regionais com faixas populacionais, informações territoriais, produção de dados e medidas de apoio aos agentes culturais. Territorializar o financiamento significa acompanhar onde os recursos chegam, quais comunidades são alcançadas e quais grupos ainda permanecem afastados das políticas públicas de cultura.



🔗 Acesse o artigo completo pelo link:

 
 
 

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