Encontro do Protocolo da Cultura Viva é marcado por partilha de análises e diálogo sobre ações para 2026
- ecomuseurural

- 17 de dez. de 2025
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Atualizado: 18 de dez. de 2025

Encontro do Protocolo da Cultura Viva, realizado na última segunda-feira (15), em formato virtual, reuniu representantes de organizações e/ou coletivos culturais que atuam em territórios rurais e aderiram à Campanha "Protocolo da Cultura Viva para Situações de Catástrofes Naturais, Climáticas e Pandêmicas".
O encontro foi marcado pela partilha de análises construídas a partir do 1º Seminário-Oficina do Protocolo da Cultura Viva, considerado um momento-chave para a consolidação de reflexões coletivas sobre o papel das organizações culturais em contextos de catástrofes naturais, eventos climáticos extremos e crises pandêmicas. Além do balanço, os e as participantes dialogaram sobre as atividades previstas para 2026, sinalizando a continuidade e o aprofundamento do processo.
A ocasião foi mediada por Marjorie Botelho e Aparecida Alcantara, integrantes do Comitê Gestor do Pontão de Cultura Territórios Rurais e Cultura Alimentar, que conduziram o debate destacando a importância da escuta, da articulação em rede e da construção coletiva de estratégias.
#PROTOCOLO - O Protocolo da Cultura Viva para Situações de Catástrofes Naturais, Climáticas e Pandêmicas nasce da necessidade de reconhecer e fortalecer o papel das organizações culturais, especialmente aquelas vinculadas à Rede Cultura Viva, em situações de emergência e crise socioambiental. A campanha é uma iniciativa da Rede Nacional de Pontos de Cultura e Memória Rurais e do Pontão de Cultura Territórios Rurais e Cultura Alimentar, em parceria com a Comissão Nacional de Pontos de Cultura e o Ministério da Cultura (MinC).
A iniciativa tem como objetivo central mobilizar, fomentar e contribuir para a construção coletiva de um Protocolo da Cultura que integre a dimensão cultural às políticas públicas de emergência e adaptação climática.
Trata-se de uma campanha de articulação e incidência política, que busca envolver a Rede Cultura Viva na formulação de diretrizes que reconheçam a cultura como dimensão essencial de cuidado, prevenção, resiliência e reconstrução diante de catástrofes ambientais e humanitárias.
A campanha se ancora também nas diretrizes do Pontão Nacional Territórios Rurais e Cultura Alimentar, apresentado no âmbito da Política Nacional de Cultura Viva, especialmente no eixo de produção e difusão de conteúdos estruturantes, que prevê temas como soberania alimentar, combate à fome, identidade cultural, segurança hídrica, agroecologia e justiça climática. Essas ações estão articuladas com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta cultural às catástrofes e emergências climáticas.
A cultura, entendida como força viva dos territórios, tem papel estratégico na reconstrução simbólica, na educação ambiental, na escuta das comunidades e na articulação intersetorial que promova o cuidado e a proteção da vida e do patrimônio cultural material e imaterial. É com base nesse entendimento que a campanha se propõe a subsidiar o Ministério da Cultura na construção de um Protocolo da Cultura, com base em vivências concretas dos Pontos de Cultura e de suas redes territoriais e temáticas.
Saiba mais sobre o protocolo em www.redenacionaldepontosdeculturaememoriarurais.com/protocolodaculturaviva



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