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Primeira roda de conversa do II Seminário Nacional de Políticas Públicas de Cultura para os Territórios Rurais reforçou agenda das culturas comunitárias e ruralidades

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A primeira roda de conversa do II Seminário Nacional de Políticas Públicas de Cultura para os Territórios Rurais reuniu representantes do Pontão de Cultura Territórios Rurais e Cultura Alimentar, da Rede Nacional de Pontos de Cultura e Memórias Rurais, da Diretoria de Cultura Viva e do Consórcio Cultura Viva para refletir sobre o lugar das ruralidades na política cultural brasileira. O encontro reforçou uma agenda construída coletivamente há mais de uma década em defesa do reconhecimento das culturas presentes no campo, nas águas e nas florestas.


Um dos destaques da roda foi a apresentação de parte dos resultados do diagnóstico realizado pelo Pontão de Cultura Territórios Rurais e Cultura Alimentar. O estudo reuniu informações do Cadastro Nacional Cultura Viva e de ações de mapeamento desenvolvidas diretamente pelo Pontão. Na atividade, foram apresentados os dados de 682 organizações identificadas em 24 estados brasileiros. Entre os resultados, destacou-se que 42% dessas iniciativas estão localizadas em municípios com até 30 mil habitantes e que 77% atuam diretamente em territórios rurais. O levantamento também evidenciou a forte presença de mulheres, pessoas negras, pretas e pardas e de iniciativas que articulam cultura, memória, educação, agroecologia, cultura alimentar e economia solidária.


As intervenções dos participantes destacaram que a cultura rural está profundamente conectada aos modos de vida, à produção de alimentos, à preservação da memória, à educação comunitária e ao cuidado com os territórios. As experiências apresentadas reforçaram a necessidade de ampliar a visibilidade das ruralidades nos sistemas de informação, nos indicadores culturais e nos mecanismos de financiamento público. Também foi destacada a importância de reconhecer que quase 80% dos municípios brasileiros possuem menos de 30 mil habitantes, realidade que ajuda a compreender o papel estratégico das ruralidades na vida cultural do país.


A roda também marcou a apresentação do novo GT Ruralidades da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, fortalecendo a participação social e a representação dos territórios rurais nos espaços de incidência da Cultura Viva. O debate reafirmou que reconhecer as ruralidades significa reconhecer uma parte fundamental do Brasil, seus saberes, memórias, modos de vida e contribuições para a construção das políticas públicas culturais.

 
 
 

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