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Instituto Iacitatá Amazônia Viva
Belém-Pará

Em Tupi, Iacitatá significa “a grande luz que fertiliza a vida na terra e faz germinar novas árvores, flores e frutos para alimentar a floresta”.  E é com essa missão de nos renovar, renovar a vida e as esperanças que nasce o Ponto de Cultura Alimentar Iacitatá, na defesa das culturas alimentares, de alimentos livres de venenos e injustiças, e pela vida da floresta e seus povos.  Em 2009, iniciamos o projeto CATA – Cultura Alimentar Tradicional Amazônica, percorrendo a Amazônia paraense e trabalhando de modo itinerante. Em 2015, abrimos as portas de nossa primeira sede, e hoje estamos instalados em um casarão na rua mais antiga de Belém e na praça onde antes se travaram inúmeras batalhas entre portugueses e indígenas, e entre cabanos e o governo.

 

O Instituto Iacitatá Amazônia Viva articula uma rede de 50 comunidades produtoras de alimentos orgânicos e livres de agrotóxicos, atuando pela valorização e conservação da cultura alimentar amazônica e com comércio justo, alimentação saudável e garantia de direitos. Desenvolve pesquisas, promove oficinas e seminários, mantém um ponto de cultura alimentar e uma feira de orgânicos, entre outras ações.

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Atualmente possui cinco frentes de trabalho:

 

- Projeto CATA – Cultura Alimentar Tradicional Amazônica, uma cartografia das práticas culturais alimentares na Amazônia paraense para a conservação e salvaguarda dos conhecimentos tradicionais, memória e sociobiodiversidade;

- ID – Iacitatá Dialoga: Rodas de Conversas sobre Cultura Alimentar e temas transversais como Agrotóxicos, Patrimônio Imaterial, Direito à Terra, Soberania Alimentar etc.Estes espaços são sempre compostos por indígenas e povos e comunidades tradicionais, detentores de conhecimento tradicional, juristas e cientistas;

- Palavra de Mestre: Atividade formativa sobre cultura alimentar tradicional e salvaguarda de conhecimento a partir do reconhecimento de um mestre/mestra como guardião de saber e sociobiodiversidade;

- Cine Pukeka: O nome Pukeka faz referência à porção de alimentos enrolados em folhas, que se carrega para garantir a sobrevivência, o trabalhar. Por isso, recebeu esse nome, nosso alimento audiovisual itinerante. Acontece em parceria com movimentos sociais, pontos de cultura, escolasetc;

- Café Descolonial: Um ato político de reafirmar a identidade alimentar tradicional como mesa de qualidade, trazendo a alimentação dos povos originários e tradicionais. Atividade realizada aos sábados pela manhã, em conjunto com a feira RAMA e o GRUCA – Grupo para Consumo Agroecológico;

- Feira RAMA: Feira de Cultura Alimentar e Agroecologia da RAMA – Rede Amazônia Alimenta Amazônia de Cultura Alimentar, também é a reunião do GRUCA – Grupo para Consumo Agroecológico;

- Timbiu Sé: Escola de Ensinamentos não Ensinados. Espaço de Conhecimento e Ensino não formal para a difusão e aprendizagem das ciências da floresta e seus usos.

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Nosso trabalho foi base de argumento da Rede de Cultura Alimentar, pautando o espaço público para a conquista do reconhecimento da cultura alimentar como expressão cultural brasileira a partir da construção do conceito de Cultura Alimentar, abrindo novos caminhos epistemológicos, conforme considerado pelo CES - Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, de acordo com Boaventura de Sousa Santos. Desde 2013, a cultura alimentar passa a figurar como salvaguarda ambiental e garantia de direitos, em especial para povos originários, povos e comunidades tradicionais. Em 2011, recebe o prêmio Cátedra Libre Cayetano Redondo de Conocimientos Humanitários, na Venezuela. Em 2014, o projeto CATA - Cultura Alimentar Tradicional Amazônica foi considerado uma iniciativa amenizadora para as mudanças climáticas pela ONU/IFCCA; e em 2018, foi agraciado com a comenda Paulo Frota de Direitos Humanos, concedida pela Assembleia Legislativa do Pará, e com a comenda Amazônia para Sempre, da Câmara Municipal de Belém.

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Atuamos em parceria com as comissões de salvaguarda do patrimônio imaterial brasileiro registrado pelo IPHAN. Somos instituição parceira da Campanha do Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro e da Irmandade dos Devotos do Glorioso São Sebastião.

Pontos de Cultura e Memória Rurais: uma alternativa para os povos do campo, das florestas e das águas.

Our Mission
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Instituto Iacitatá Amazônia Viva

Travessa Padre Champagnat, 284 -  Cidade Velha

Belém-Pará

 (91) 98254-0882

Iacitata.instituto@gmail.com

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