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Caderno Teia

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A Teia é o grande espaço de encontro, troca de experiências, formação e mobilização dos pontos e pontões de cultura do Brasil. Em sua sexta edição, tem como tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática” e se realiza pela primeira vez fora de uma capital: em Aracruz, no Espírito Santo, onde existem 12 aldeias indígenas habitadas, principalmente, pelos povos Tupinikim e Guarani.

Neste município capixaba, que ainda sofre as consequências de um desastre ambiental ocorrido em 2015, este encontro reafirma o protagonismo de comunidades, coletivos, mestres, mestras e agentes culturais que, em diferentes territórios, mantêm viva a capacidade de resistir, recriar e regenerar.

Feita por e com agentes culturais, lideranças comunitárias, gestores públicos, pesquisadoras e pesquisadores, esta Teia pretende ser um território de escuta, reconhecimento e construção coletiva do futuro que queremos viver. Um chamado à ação, para lembrar que justiça climática não é apenas um conceito: é uma urgência ética, política e comunitária.

Este encontro nacional dos pontos de cultura ocorre após um intervalo de 12 anos (a quinta edição foi em 2014, na cidade de Natal) e celebra não apenas a retomada, mas também o período de forte expansão da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV).

Neste terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a PNCV conta com um investimento importante, o maior em seus 22 anos de história, especialmente a partir da vinculação de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

Em janeiro de 2023, quando o Ministério da Cultura (MinC) foi recriado e a ministra Margareth Menezes deu início a esta gestão, o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura contabilizava aproximadamente 4 mil grupos e entidades culturais certificados. Em pouco mais de três anos, este número quadruplicou: no início de maio de 2026, já passavam de 16 mil os pontos e pontões espalhados pelos 26 estados e o Distrito Federal. E o investimento na Cultura Viva já ultrapassa a casa de R$1 bilhão – o piso médio anual é de R$420 milhões.

Esse processo de retomada, reconstrução e capilarização da Política Nacional de Cultura Viva foi possível graças à gestão compartilhada, à construção em rede junto aos pontos e pontões de cultura das cinco regiões brasileiras. A meta é ter uma política do tamanho do Brasil, com muito mais grupos e entidades reconhecidas no interior, nas áreas rurais, nos centros urbanos, nas periferias e em todos os cantos do país onde pulsa a cultura de base comunitária.

A 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática é uma realização do Ministério da Cultura, da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC) e do Governo do Estado do Espírito Santo, com o apoio da Prefeitura de Aracruz, da TVE Espírito Santo, do Sesc e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). A rede parceira integra um conjunto de ministérios, prefeituras, universidades, rede de pontões e rede local de Cultura Viva.

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